
É como ir a casa de um amigo para ajudar: não é para ter casa e comida grátis, pois não?
“Comida e estadia” é apenas uma forma de receber e hospedar, não um objetivo.
Desde os anos 70 que WWOOFing é e são relações humanas não-consumistas.
“Relações humanas não-consumistas”?
WWOOFing é, antes de mais, uma curiosidade pelos outros e pelo mundo… É porque tenho vontade de ajudar, que o alojamento e a alimentação se tornam nada mais do que um meio de me acolher.
O WWOOFing, um espírito associativo
Num tempo de economia colaborativa – onde tudo se torna valor de troca – o WWOOFing continua a acreditar no prazer de estar, viver e agir em conjunto, sem dinheiro pelo meio!
É um exercício de equilíbrio manter os valores do WWOOFing num mundo moldado por relações comerciais. Mas é esse o nosso papel, enquanto associação: preservar um espírito de resistência e sem ingenuidade.
Terri, Host na Provença: “Uma forma de aprendizagem baseada na prática”
“Venho do mundo do ensino e considero o WWOOFing uma forma de aprendizagem baseada na prática. Achamos importante trabalhar em conjunto com as pessoas que vêm fazer WWOOF, e não apenas dar-lhes uma tarefa e deixá-las sozinhas. Seja a cortar lavanda ou a extrair mel, não são trabalhadores não remunerados, mas sim pessoas que vêm ajudar-nos. Trata-se de partilhar tarefas duras, mas também os prazeres do quotidiano. Desta forma, existe um respeito mútuo.
A curiosidade é uma das qualidades mais importantes que um/a WWOOFer pode ter. Quem vem até aqui é geralmente muito curioso/a e interessado/a por agricultura, pela terra, pelo ambiente. Por isso, têm naturalmente vontade de aprender e, como Host, penso que é importante dedicar tempo a ensinar-lhes coisas.
Afinal, a ideia não é acolher trabalhadores, mas sim dar a conhecer o nosso saber-fazer, a nossa cultura, o nosso modo de vida.
Há também um apoio mútuo entre todos, como numa pequena comunidade. É uma descoberta de novas formas de estar – é, simplesmente, um verdadeiro melting pot”.




